segunda-feira, 15 de agosto de 2011

PAI

É, posso dizer que esse foi o final de semana dos pais.
A minha intenção era fazer esse post ontem, claro, mas nem rolou! Não ficamos em casa.
Sábado encontramos a família do meu pai, ontem fomos comemorar o aniversário da minha avó e o dia dos pais com a família da minha mãe e hoje almoçamos com o meu sogro.
Quer dizer, ontem o marido não teve dia dos pais, ele teve foi mto trabalho... Veja aqui.

Bom, o que eu queria mesmo dizer sobre o dia dos pais? É o mesmo que eu queria dizer sobre o dia das mães, dia dos avós, dia das crianças... é só uma data comercial!

Várias coisas me fizeram sentir falta do meu pai. De uns tempos pra cá eu queria entender a minha mágoa, o meu ciúme. Três livros mexeram um bocado comigo, me fazendo pensar mais nisso a cada dia. "A Lição Final" me fez pensar que era preciso viver, sem pensar no negativo, sem colocar isso acima das coisas boas. "As Cinco Pessoas Que Você Encontra no Céu" me ensinou o poder do perdão. E no livro "Morrendo de Saudades", que ganhei da @samegui aprendi sobre a saudade. E sobre como é triste não poder matar as saudades...

"(...)
E, enterrando as diferenças, talvez houvesse entre nós mais semelhanças do que eu fui capaz de perceber durante toda a minha vida.
(...)
E então vieram-me à lembrança todos aqueles bons momentos que passamos juntos e os ruins, os momentos ruins de verdade foram ficando pequenos, bem pequenos até quase desaparecerem. Lembrei-me de quando você se orgulhava de mim (...).
Eu passei grande parte da minha vida fazendo comparações (...). Também passei muito tempo negando ser quem sou, procurando em cânones exteriores o que nunca acharia em mim mesmo. Foi, todo este tempo, uma busca desesperada atrás de nada, de um grande vazio, quando a resposta esteve sempre ao meu alcance. Bastava olhar para dentro de mim. Aceitar. Tolerar. Compreender. Amar.
(...)
Para me livrar deste maldito complexo de inferioridade ainda preciso voltar à minha infância e desmontar meus fantasmas. Voltar à adolescência e enfrentar meus medos. Voltar à minha família e aceitá-la. Rever a minha história e reconhecê-la como única no universo; e o mais importante, porque é a única que terei. Desistir de tentar implantar na minha memória vivências que não são minhas. Esquecer da grama do vizinho e cultivar a minha.
Foi pensando nisto que fui te procurar. E lá vem mais ironia: não te achei. O reencontro é difícil, mesmo depois da morte, não é?
(...) e acho que está mais do que na hora de pôs alguns pingos nos is. Isso inclui, de forma prioritária, o nosso relacionamento. Porque me afeta profundamente e acho que também te afeta de alguma maneira. (...) E eu não quero continuar nem mais um minuto com toda essa mágoa pesando no meu peito. (...)
Eu sinto saudades tuas."

Estes são trechos de uma das últimas cartas do livro Morrendo de Saudades. Essa carta mexeu mto comigo por falar do 'reencontro' e do entendimento da relação do autor com o seu pai. Mas, como é perceptível, o pai dele morreu antes desse entendimento e reencontro.

Eu tenho a sorte de ter dois pais. Me padrasto é MARAVILHOSO! Criou a mim e aos meus irmãos da mesma forma que criou os filhos dele.
Mas hoje eu quero falar da alegria que senti em falar e rever o meu pai. Faz tanto tempo que não nos falávamos... com tudo que tenho passado, percebi que fui eu quem me afastei dele. E pretendo não deixar acontecer novamente a distância. Isso depende de mim tbm, não é?

Irmão, Pai, irmã e eu

Então, resumindo: essas datas comemorativas são uma desculpa pra gastarmos mais. Mãe, pai, avó e avô estão sempre por perto, precisamos entender que o dia deles é todo dia. Normalmente fazemos isso pela mãe, estamos sempre por perto (até mesmo pq elas sempre abrem as asas pra nos colocar debaixo, nos protegendo de tudo, até do q não precisa, rs). O pai geralmente é mais deixado de lado. Pq? Ele é menos importante?
O que quero dizer é que eu não quero ver meu pai só no Natal e no dia dos Pais. Não comprei presente pra ele, primeiro pq não tinha dinheiro mesmo, segundo q o presente foi pra mim: estar com ele. Não quero transformar nossa relação em 'comercial'. Quero ir até a casa dela, quero que ele venha a minha. Quero vê-lo mais vezes, quero ser mais presente.
E eu queria dizer mais, mas não adianta dizer, não vou ser compreendida mesmo. Só digo que fico triste por saber que às vezes as pessoas acham que não tem opção qndo, na verdade, dar sugestões, pedir presença, dar carinho são opções, sim! São ótimas opções!

* Post comprido, talvez confuso e com certeza incompleto! *

8 comentários:

Iara disse...

Linda se tua decisão te fez bem é o que importa.
Se te fez mais feliz é o que conta.
Siga assim e esqueça o que passou, deve ser por isso que Passado tem esse nome. Passado é para ser esquecido mesmo.
Beijos amada

Luci Cardinelli disse...

Dos 3 livros li A Lição Final e amei! ´W um dos que mantenho comigo, já que dou a maioria dos livros depois que leio.
A minha relação com meu pai foi muito complicada... Fico feliz com sua decisão de aproximação :) E que foto linda!

beijos e ótimo dia!

Giuliana: disse...

Oi Telminha,

Que bom que teve um dia especial com seu pai, não deixar que mágoas e ressentimentos comandem a sua vida. Afinal, o que ganhamos com isso, se é que ganhamos alguma coisa, pois acho que nessa questão sempre perdemos, encher nosso coração com sentimentos negativos, mesmo que tenhamos nossos motivos, se eles justificáveis ou não, não nos leva a lugar algum. Pelo contrário, nos faz retroceder no processo de amadurecer, de ser feliz.

Beijos

Entre Feltros e Tecidos disse...

Oi Telma...é isso mesmo é só uma data para o comércio ganhar dinheiro o importante é lembrarmos deles todos os dias e não 1 dia só no ano!
Parabéns pela linda família :)
Bjks e uma linda semana.
Marília

Caroline Delvaux disse...

É isso aí, pra frente é que se anda amiga, esquecer as coisas ruins faz parte ;).
Bjkas no seu coração,
Caroline Delvaux

Ro Archela disse...

Lindo post Telma! também vi o video do incendio em Nova Lima, que coisa assustadora! Felizmente acabou. A natureza dará conta de reconstruir o que se perdeu e você está reconstruindo uma relação bacana! Parabéns! beijos, Ro

Renata disse...

Oi Telma!
Adorei o post! Mesmo você dizendo que está confuso e incompleto. É porque nessas horas o sentimento fala e ele quase sempre também é confuso porque fica um turbilhão de emoções que a gente não consegue organizar; e incompleto porque a gente sempre acha que nunca disse tudo.
Gostei muito do que você mostrou dos livros. Vou ver se procuro, quero ler.
Gostei do recadinho...quer dizer que seu padrasto morou aqui em Santos? Ele é da terra?
Traga seu maridão para conhecer a cidade sim! A gente combina um bate papo para se conhecer!
Beijos, Renata
palpitandoemtudo

Καλλιόπη . . . disse...

Que família linda!!
Tudo a mesma carinha... amei!

Obrigada por passar sempre lá no blog visse? Fico tão feliz! =D

Bjusssss