terça-feira, 1 de novembro de 2011

Briga na escola... fazer o q?


Sexta feira, quando cheguei pra pegar a Sofia, o professor logo me viu e veio falar comigo... "Afe, Sofia aprontou..." pensei comigo. Aconteceu que naquele segundo, Sofia se pegou com uma coleguinha de sala, por causa do brinquedo de outro colega. Pode isso, Arnaldo? rs Elas se beliscaram (mas Sofia acabou sendo machucada. Leve, mas sabe qndo arranca pelinha superficial? Com um beliscão, pelamordedeus!)
Na hora fui falar com ela, agachei de frente e falei que não gosto disso. Ela justificou, dizendo que a colega foi quem começou e eu disse que ela errou ao revidar, então. Falei tudo para que a colega ouvisse tbm, que não aceito briga na escola.
Então fui levá-la pra lavar o rosto e continuamos conversando. Ela tava bem chateada!
Quando estávamos voltando, encontrei a mãe de um coleguinha da Sofia, que perguntou pq ela estava chorando. Depois de explicar ela disse que não aceita que batam no filho dela e fique por isso mesmo, ela ensina que ele deve revidar!

E então, depois de refletir, penso que ela não está tão errada...
A questão é, eu REALMENTE não aceito briga de Sofia com qquer colega! Faço pedir desculpa, explico os erros e etc. Mas tb não aceito qndo ela é injustiçada perto de mim. Chamo o colega, converso com os dois e chegamos a uma conclusão. Mas e qndo eu tô longe?
O caso é... e se algum colega bater na Sofia? Ela corre pro professor? Ela revida? Qual a atitude certa pra tomar?
Eu sempre pensei que a atitude certa é sair de perto e se houver insistência, chamar o professor mas... até quando ela vai precisar chamar o professor?
Essa mãe me fez pensar nisso... se eu falar pra ela não se defender e sempre chamar o professor, quando ela vai aprender a se defender?
Não estou sendo a favor dela revidar beliscões ou tapas. Tô querendo é AJUDA MESMO! Como encaminhá-la pro melhor caminho: defesa sem agressão?

Imagem daqui

15 comentários:

Καλλιόπη . . . disse...

Telma, com certeza ela não deve revidar!
O que ela deve fazer é sempre conversar com você... você tem que deixar uma porta enorme aberta pra ela te contar tudo. Agora você tem que tomar algumas atitudes, falar com os pais da outra criança... pedir pra sua filha se desculpar e pedir que os outros pais exijam o mesmo da outra criança... pois assim sua filha sempre confiará em você...

Não tenho experiência nenhuma, mas já que tu pediu opinião! Estou me metendo aqui e opinando!! rsrsrs

Mas, não diz pra ela revidar não! Isso pode até agravar a situação!

Revidar = Perder a razão

Mas consola a bichinha, explica que nem toda criança tem a educação e o amor que ela tem... diz pra ela que a dor do beliscão passa logo, ensina ela a perdoar... essas coisas! Os frutos no futuro valerão a pena.

Bjus
@OMundoDeCaliope

Letícia Atelier Click! disse...

Ai menina, essa é uma questão delicada né... Lá em casa temos o mesmo problema, porque eu sou daquelas que acha que não é com agressão que se resolve as coisas, sempre falo pro Léo evitar as brigas, mas o Sil (meu esposo) já fala totalmente o contrário para ele, que se levou, tem que dar! eu não gosto muito, porque tenho medo dele entender errado e começar a procurar as brigas, mas não podemos deixar nossos filhos serem saco de pancadas né. Lá em casa tem dado certo, ele entendeu bem o recado. Quando leva dá, mas não fica procurando encrenca, não, graças a Deus.

Adriana Balreira disse...

Telma,
Não sou mãe então não dá para eu te dar nenhum conselho. Só vou te dizer o que houve comigo quando era pequena e que até hoje eu lembro. Fizemos (eu + 3 amigas) uma brincadeira realmente de mau gosto com outra amiguinha que a gente não gostava de brincar. A mãe da menina veio nos chamar e deu a maior bronca em nós 4. Achei e ainda acho ridiculo. Um adulto se trocar com 4 crianças. Que ela tivesse chegado nas nossas mães e deixado que as nossas mães nos repreendesse, não ter feito isso. Resultado, não brincamos mais com essa garota e até hj acho que briga de criança elas tem que se resolver entre elas.
Outro caso meu quando era pequena, sempre fui muito danada e certa vez minha mãe foi chamada na direção da escola e disse que eu tinha mordido um colega de classe, devia ter uns 5 anos, não lembro. No dia seguine apareci com uma mordida no rosto também. Minha mãe nem foi reclamar na diretoria...rsrs....
Agora, já no caso de escola, acho que ela não deve em hipotese nenhuma revidar, chamar o professor e/ou se afastar da briga. E depois vc conversar com o professor e saber o que houve.
Agora depois que vc soube como era e quase escrevo um post!
Beijos
Adriana

Josiana Leite disse...

Não gosto de briga, mas é complicada falar o que é certo ou errado, eu não gosto de briga e pronto, no meu caso pediria uma reunião com a direção caso não resolvesse, iria revindicar aos pais, mas com certeza exigiria uma posição da escola na qual é responsável pelas crianças nas quele horário e qualquer consequência a escola é culpada, a escola ao meu entender tem que fazer um trabalho junto aos pais, para não cair em BulleNão gosto de briga, mas é complicada falar o que é certo ou errado, eu não gosto de briga e pronto, no meu caso pediria uma reunião com a direção caso não resolvesse, iria revindicar aos pais, mas com certeza exigiria uma posição da escola na qual é responsável pelas crianças nas quele horário e qualquer consequência a escola é culpada, deve-se fazer um trabalho junto aos pais e a escola, bem eu acho isso, bjsss

Ana Cristina disse...

Telma, que assunto difícil!! Aqui em casa eu falo sempre pros maiores: Bonzinho sim, bobinho não! Sempre oriento que, se um amiguinho vier bater, segurar a mão dele e gritar para o professor. Mas tb tenho uma dúvida cruel sobre o que fazer nestes casos.

Beijocas!!
Vá me visitar...

Ana Cristina

Carlinha disse...

Olá Telma!
Acompanho o seu blog há algum tempo, mas só hoje com esse fato resolvi te escrever.
Olha Telma, sou mãe de uma garota linda de 16 anos. Ela é um amor de menina, hoje um pouco rebelde, mas nós (eu e o meu marido) colocamos limites e tentamos ensinar o que é certo. Quando ela tinha a idade da Sophia ela falava baixinho, era delicada, tinha medo de responder as pessoas e de se defender. Telma, vc não imagina como ela sofreu com isso. As crianças não são só boazinhas, muito pelo contrário, tem algumas que tem prazer em fazer outras sofrer. Ela ficava ofendida, magoada, tinha medo de apanhar das outras crianças e chegava em casa chorava muito. Não teve jeito, eu tive que ensinar ela à responder, se apanhar bater, enfim tive que ensinar ela a se defender. Hoje eu falo que ela aprendeu muito bem, porque falou algo que ela acha que não esta certo ela questiona. Se baterem com certeza vai levar em troca.Infelizmente não dá pra cercarmos os nossos anjinhos e nada de mal acontecer a eles. Lembre-se que nossas meninas são do mundo. Nós não vamos estar presentes em todos os lugares para defende-las. Acho que vc tem que ter uma conversa com a sua gatinha e falar que acha feio brigas, mas se alguem vier bater nela, ela que revide, pq ninguem cria filho pra ser saco de pancadas de ninguem.
Um beijo e qualquer dúvidas ou quiser conversar por favor entre em contato.

Carla

Elaine Gaspareto disse...

Telma,
Na prática a teoria é outra.
Na teoria a gente diz pra não revidar, a gente diz pra não brigar, mas se um filho apanha na escola a gente fica sim com sanguenozóio
Acho que se a filha fosse minha eu diria pra jamais começar uma briga, ensinaria a jamais provocar. Mas também ensinaria a não abaixar a cabeça pois existe sim criança má, que gosta de ferir.
Complicado, eu sei.
Mas tem que ver se a escola não está deixando passar, embora entenda que é impossível controlar todas as crianças.

Mas, resumindo: não provoque, mas se agredido não abaixe a cabeça. Seja se defendendo, seja gritando feito uma maluquinha até o professor acudir...
Beijosssss, e diz pra Sofia não ficar chateaca não... isso acontece...

Luciana Aragão disse...

Eu sou professora e vejo isso quase todo dia!
Lá na escola todas revidam porque os pais ensinam assim... infelismente.

Eu sou contra qualquer tipo de violência e ensino isto!Mesmo num bairro complicado onde trabalho tenho esperanças...

Se defender nesta vida não quer dizer que precise de violencia para isto entendeu? Há outros meios, pode ver o que a Elaine escreveu como exemplo.

beijos

Beth Salvia disse...

Nossa Telma que questão delicada, posso falar por experiencia, tenho um casal de gemeos hj 21 anos, mas nunca aceitei que eles revidassem, mito menos provocassem, ensinava aos pro´prios irmãos que de vez em qdo brigavam, NAO REVIDE, VIOLENCIA GERA VIOLENCIA SIM, na adolescencia vc verá como eles mudam, apesar da insegurança (corpo, voz, cabelos, mudanças em fim) são mais fortes para as decisões pq a personalidadde se forma até 7 anos, acho que a ética moral está em primeiro plano, concluindo eles nunca provocaram, sempre foram respeitados e nunca apanharam dos coleguinhas, a briga deles era de falar, bater jamais, pq nunca bati neles então eles também não batiam e se afastavam dos batedores kkkk. ensine-a a se afastar das crianças malvadas, ela sabe quais são, bjs e desculpa a intromissão

Alexandre Marinho disse...

Tadinha da pequena! Que situação... Sei bem como é isso! Já vi de tudo na escola: mãe que vai xingar filho dos outros, criança que revida, outras que são o saco de pancada. Como professora, esses que a mãe vai xingar, acho que foi o modo de defender o filho. E eu chamo a atenção de novo da criança que bateu. Eu sempre digo que quem bate perde a razão. Os que são sacos de pancada, depois de falar demais com os 'coleguinhas' que não pode, acabo dizendo pro saco de pancada bater tb. Pelo menos têm funcionado. O filho de Deus batedor pára de bater (pelo menos no mesmo menino!). As que revidam... nossa... é um tempão conversando com as duas. Mas sinceramente, nunca falei com as mães, só quando é um caso mais sério. Uma vez, como foi com a Sofia, é exagero. Professor tem que resolver as coisas dele na sala dele. Se uma bateu e a outra revidou, a conversa é entre os 3. Funciona. Crianças tem que aprender a discutir e chegar num acordo entre elas, com uma (pequena)intervenção de alguém. Nesse caso, deixando só pra mãe conversar com a criança, ela perde o direito de ser desculpada e de pedir desculpas em relação à outra criança. E quem tiver realmente a culpa (se ela existir) não pensa sobre isso. Só escuta todo mundo dizendo que não pode mas não vê o mal que faz. E é isso, no caso da Sofia, eu diria a ela pra contar ao professor e dizer que se ele não resolvesse, ela ia resolver (a má!! rs)O ideal é o professor colocar as duas crianças pra conversar pras crianças aprenderem a depender de ninguém pra resolver a situação. Tadinha da pequena!!!

Renata C., UMA EXPATRIADA (esposa, mae, mulher...) disse...

Telma, querida, isso tudo e' mesmo complicado. Mas veja, pelo que entendi foi uma situacao EXTRA, que NAO COSTUMA ACONTECER, ne'? Ela NAO E' UMA CRIANCA MALVADA!
Entao, na minha humilde opiniao, voce deve ensina-la a se defender, nao batendo de volta, claro, mas chamando imediatamente o professor, a mae, ou o adulto responsavel e dizer o que aconteceu. Orienta-la que ela deve SEMPRE contar a vc o que aconteceu, a fim de que vc possa analisar a situacao...

Bem, no comecinho da "vida estudantil" do meu cacula, eu vivi isso, mas COM UM MENINO QUE (ATE' HOJE) SO' BATE, E BATE "POR NADA" EM "TODO MUNDO".

Chamei-o de "MENINO MALVADO", e escrevi um POST sobre isso la' no Blog. Nao sei se voce leu... faz um tempinho, ja'...

Mil bjs e BOA SORTE! Filhos sao assim mesmo: deliciosamente dificil protege-los e educa-los!

;-)

Fabiana Tardochi disse...

Complicada a situação , mas eu penso como a Elaine.
Aqui em casa ensino a ficar de boa, a não provocar, mas se for agredido não pode ficar quieto. Tem que aprender a se defender.
No caso de meninos é mais fácil falar e eles entenderem.
Meninas já são mais delicadas e sentimentais...mas também precisam se defender. O mundo é cruel, ou vc bate ou vc apanha...
Um beijo

Patricia Daltro disse...

Essa dúvida também fica atormentando meu coração! Daniel andou chegando em casa com hematomas nos braços, visivelmente ocasionado por dedos, provavelmente algum amiguinho puxando ele ou coisa similar. Tentei descobrir o que houve e foi um parto ele contar, meu primeiro problema - Dani não conta a não ser a saca-rolhas, o que acontece no colégio. - Depois que descobri, conversei com ele pra não deixar o amiguinho fazer aquilo e que ele contasse pra professora.

Dai passava um tempo, voltavam os hematomas, conversei com a professora, que não tinha visto nada.

Depois de muito confabular com marido, que acha que ele tem que revidar, chegamos a conclusão de que ele não revidasse, mas se defendesse, ou gritando até a professora intervir, ou se afastando da criança que estava fazendo isso com ele.

Conversamos com ele sobre isso de maneira incisiva, que não queríamos mais vê-lo machucado, que ele não agredisse, nem revidasse, mas que se defendesse sempre!
Acho que funcionou, pois os hematomas sumiram! rs

Carol Marques disse...

É uma situação que a gente realmente não sabe o que fazer. Vejo a situação com o filho do meu noivo. Às vezes ele chega e conta que bateram nele e meu noivo e minha sogra são a favor de bater de volta. Essa foi também a educação que meu noivo recebeu, de sempre revidar.
Eu vendo de fora, não concordo. Pois me lembro de quando era criança, que era melhor mesmo contar para a professora, sair correndo, essas coisas assim. No final, tudo se resolvia e as brigas iam diminuindo. Claro, que fica aquela coisa de "Ela conta tudo pra tia" "ela é chorona". Mas a gente cresce aprendendo com os erros dos coleguinhas, e não repetindo os mesmos erros.
Beijos!

monique prado disse...

olá,sempre leio teu blog, mas hoje resolvi comentar pelo seguinte:
tenho um guri de 07 anos, sou pai e mãe dele...meu irmão dá uns pitacos, mas a maior parte das brncas quem resolve sou eu.
Eu sou um tipo de mãe que proteje, consolo, vivo beijando, apertando e fazendo declarações de amor...
voltando ao assunto:
ele tem um colega problema, desde o ano passado o guri bate em todos os alunos, pois ele é muito grandão e se provalece...nem a professora tem pulso com ele, ele vive na sala da diretora...ngm mais suporta, acho que nem a própria mãe do garoto.
todos os dias meu filho chegava em casa dizendo que o fulano tinha batido nele..eu dizia pra não bater, pra chamar a professora e todo um blá blá pedagógico que não resolveu em nada. Ou ele chorava demais e me dizia que a professora nada fazia, ou ele ficava com medo de ir pra escola.
Até que um belo dia eu disse:
filho, se ele te bater, tu revida...se ele vier pra cima de ti, tu joga o que tiver nele, jamais deixa ele ou qualquer outra pessoa te rebaixar...
E funcionou. Nunca mais ouvi reclamação dele sobre o menino, mas veja bem, eu digo pra não provocar, mas se vier pra cima, REVIDA. sabe pq? pe eu não vou estar grudada nele 24 hs por dia...e pq eu fui mt dependente da minha mãe na minha vida e até hj sofro por isso...
desculpe o desabafo